Na quarta-feira passada, mamãe chegou em casa mais tarde do que de costume porque ficou tentando ajudar um gatinho que estava refugiado numa árvore a descer de lá. A história dele, pelo que ela pode descobrir, era triste. Ele tinha sido abandonado naquela manhã por um homem que o tinha colocado para fora de um carro. Desnorteado, ao se ver sozinho e perceber que a pracinha onde tinha sido deixado estava cheia de cachorros, fugiu para o alto de uma árvore e lá ficou até tarde da noite miando assustado.
Essa história, que mamãe contou em detalhes no blog dela, me fez lembrar como algumas pessoas são más. Por isso, faço novamente um apelo aqui. Se você tem um bichinho, mas está sem tempo para cuidar dele, não o jogue na rua. Existem abrigos, ONGs, cuidadores e até clínicas veterinárias que podem te ajudar a encontrar um novo dono para ele. Animal nenhum merece ficar jogado à própria sorte, sem casa ou comida, e nós, que somos domésticos, temos ainda mais dificuldade para sobreviver na rua do que um bichinho que nunca teve um lar. Não temos instinto aguçado para revirar lixeiras em busca de comida, atravessar ruas no meio dos carros, encontrar abrigo ou fugir de pessoas ou outros animais que tentam nos atacar.
Essa rotina difícil dos animais de rua é o tema do documentário Vira-latas - Os verdadeiros cães de raça. O filme mostra que cuidar de nós, bichinhos, é uma questão de responsabilidade social.
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