Vocês nem adivinham a novidade que tenho pra contar! Eu vou ganhar um companheiro. Na realidade, ele já está aqui em casa e nós nos conhecemos de longe só, porque ele ainda não pode chegar perto de mim. Mas não é porque eu estou brava, não! É porque ele ainda está se recuperando de umas doencinhas que teve e, para eu também não ficar doente, nós estamos separados. Ainda vamos ter que esperar o resultado do exame de sangue, mas eu tenho certeza de que ele não vai ter mais nenhuma doença e vai poder ficar aqui comigo.
O Tom, esse gatão, quero dizer, gatinho aí das fotos acabou de ser adotado pela minha dona, que morreu de pena dele quando o viu chorando, perdido na rua. Ele estava muito assustado e machucado, com os olhinhos inchados, cheios de secreção e quase fechados. No início, ele fugiu, mesmo ela levando leitinho pra ele. Mas como ele é esperto, veio chorar embaixo da janela do quarto dela quando estava amanhecendo. Bingo! Ganhou um lar e tirou a sorte grande na vida. Ela cuidou dele e hoje ele já está quase bom.
Vou confessar que, no início, fiquei um pouco enciumada, com medo de perder o meu trono de rainha da casa, mas depois vi que ia ser legal ter um companheiro para brincar quando estou sozinha e fiquei encantada por ele, que ainda é tão pequenininho (ele tem cerca de dois meses apenas). Eu nem ligo quando a minha dona fica lá fora com ele, dando comida, passando remédio e brincando, porque eu sei que ele precisa de carinho e atenção para ficar bom. E também porque eu estou sendo mais mimada do que nunca desde que ele chegou aqui. rsrs





Na sequência das fotos: Tom, quando foi recolhido da rua, com os olhinhos que nem abriam direito de tanta secreção... Logo depois de ser atendido pela veterinária... Dois dias depois de começar o tratamento... No início da semana passada, já com o dobro do peso de quando foi trazido para casa... E hoje, esperto, brincalhão, carinhoso e já cheio de dengo igual a mim.
Agora que você já viu as fotos do Tom, quero aproveitar para pedir que ninguém mais machuque os animais. Você pode até não gostar da gente, mas não precisa maltratar. Se você não quiser ou não puder nos ajudar, como a minha dona fez com o Tom, chame alguma organização protetora dos animais. Tem um montão de ONGs por aí ou petshops perto de casa que podem ajudar. O Tom só está ficando bom porque teve quem cuidasse dele, senão provavelmente não teria sobrevivido.